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Não me pergunte mais “Como foi na escola hoje?” 20 alternativas mais criativas para puxar papo no carro

“E aí… como foi na escola hoje?”

Eu sei, você é uma pessoa legal, quer puxar conversa. E acredito que esteja mesmo louco(a) para saber como foi o dia na escola. Mas nós sabemos o que acontece depois.

“Tudo bem”.

“Legal”.

“Normal”.

Uma vez eu ouvi até um “an-hã”, que nem sentido faz porque concorda ao invés de responder.

Perguntar na lata como foi o dia na escola pode até funcionar para alguns deles ou mesmo em algum dia de sorte. Mas em 99% das vezes, não funciona. Bate e volta.

E olha que nem estou considerando a concorrência desleal da central de entretenimento do passageiro mirim:

Esse breve confinamento forçado vale ouro. É uma das poucas oportunidades de papo e também uma chance de acompanhar um pouco o que anda acontecendo na escola. Por isso, aqui vão algumas perguntas alternativas para ajudar você a prender de verdade a atenção dele(a).

Vamos lá:

20 perguntas alternativas para botar fogo no papo

 

1.  Qual foi a coisa mais legal* que aconteceu hoje na escola? (*bizarra, *chata, *barulhenta, *etc)

2.  Conta aí uma coisa que fez você dar risada hoje.

3.  Se você pudesse escolher, quem você colocava sentado ao seu lado? Por que? (ou jamais colocaria do seu lado?)

4.  Qual é o lugar mais descolado da escola?

5.  Qual foi a maior absurdice que você ouviu alguém falando hoje? (sim, pode inventar umas palavras)

6.  Se eu encontrasse com a sua professora no supermercado, o que será que ela ia dizer?

7.  Você ajudou alguém hoje?

8.  Se a gente fosse fazer um video dos Vingadores na sua classe, quem seria o Hulk? (e vai mudando o personagem)

9.  Me ensina alguma coisa que você aprendeu hoje? (e vai dando de burrão, vai falando “como assim?”, “ah é?”, “que legal! Me explica mais?”, etc)

(essa sempre foi minha preferida. Acho que até hoje meu filho acha que eu sou o mais “limitadinho” da casa, hehehe)

10.  Qual foi a parte mais bacana do dia, a que você ficou mais feliz?

11.  Teve algum momento que você virou uma gelatina de tanto tédio?

12.  Se aparecesse um disco voador para sequestrar alguém, você apontava seu dedo pra quem?

13.  Com quem você gostaria de brincar no recreio mas nunca brincou?

14.  Me conta uma coisa bem bem boa que aconteceu hoje.

15.  Qual você acha que é a palavra preferida da sua professora? Uma que ela vive falando?

16.  Se você ganhasse a escola de presente e virasse o dono de tudo, o que você faria?

17.  E o que você ia cancelar do que tem hoje? tem alguma coisa?

18.  Quem é a pessoa mais engraçada da sua classe? Me conta uma palhaçada que ela fez hoje.

19. Se você fosse convidado para ser o professor amanhã, durante o dia inteiro, o que você faria?

20. De todos os que estão lá dentro do seu estojo, quem é que trabalha mais? Por quê?


Enfim, não é uma fórmula e nem é para levar isso muito a sério. É mais pelo conceito da coisa, de usar uns quebra-gelos para ir fomentando um papo, uma dica bem prática para conseguir conversar e também  acompanhar um pouco da rotina dos pequenos. O truque é fazer perguntas disfarçadas, cheias de fantasias e chegando pelas beiradas.

Na verdade, quanto menos cara de pergunta, melhor. Joga o assunto no ar e pronto. Porque um tiro à queima roupa estilo “CFNEH?”, já os coloca de prontidão. E aí te colocam pra correr com um “foi legal” e pumba, acabou sua chance de conversar sobre a escola. Você coloca um disco voador na pergunta e ela acaba respondendo muito mais do que você imagina (preste atenção nas entre-linhas das respostas).

O confinamento forçado dentro do carro é uma benção. Aproveite-o com sabedoria.

Ajude outros adultos: mande mais sugestões de perguntas aí pelos comentários. A técnica funciona por uns bons anos, mas a abordagem vai precisar evoluir e ficar bem mais sutil e inteligente.

A ideia das perguntas e algumas delas vieram deste post.

IMG: Shell114/ Shutterstock

Published in Comportamento, educação, featured

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Written by Wagner Brenner

Profile photo of Wagner Brenner

Fundador, editor (e UX 24/7) do Update or Die.

Comments

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  1. Eu consigo ter uma boa conversa com minha filha. Quando faço a pergunta nós comversamos e isso já é natural. Pois sempre dei essa educação , de converarmos tudo. Não preciso desses passos para ter uma boa conversa com ela.

  2. Interessante mas realmente cada pai ou mãe deve aprender como este diálogo funciona melhor! Concordo que em alguns casos perguntas mais específicas podem ajudar a criança e exercitar reflexões sobre as situações que vivenciou no dia e assim criar o hábito de partilhar as experiências boas e ruins vividas longe de nós. Acredito que manter um vínculo de confiança participando do mundo deles é o essencial.

  3. Não gostei. Acredito que todas as perguntas sugeridas podem ser adotadas mas isso não diminui a importância da mais simples delas. Estabelecer um diálogo é necessário é um exercício fruto de toda a convivência com a criança . Se essa ponte não existe fora do momento de pegar o filho não adianta perguntas indiretas a resposta da criança será superficial independente da forma da pergunta. De qualquer forma agradeço o post e o espaço para a reflexão.

  4. Análise muito rasa e provavelmente de um pai que não consegue um diálogo mais profundo com o próprio filho, mesmo fazendo perguntas “vagas”.

  5. Gostei!!! Muitas crianças realmente não respondem tudo com essa pergunta, e se tratando de crianças, usar a fantasia ou imaginação é sempre útil!

  6. eu sempre perguntei para meus filhos exatamente isto: “como foi na escola hoje?” e ouvia tudo o que eles tinham pra falar, porque eles sofriam bulling e eram assediados diariamente na escola. Primeiro por serem brancos e estudarem com maioria de negros, segundo por serem inteligentes e terceiros por serem gordinhos. Então pra ajudá-los a se fortalecer e tentar minimizar o sofrimento pelo qual passavam diariamente eu perguntava como foi na escola eu ouvia tudo e aconselhava, e consolava, não era uma pergunta vazia. Até acho a matéria interessante, mas generalizaram uma coisa que geralmente a gente pergunta porque quer ouvir a resposta.

    • Então a maioria negra da escola em que os seus filhos estudavam é burra? E magra? Construção no mínimo infeliz essa aí hein, dona Antonia…

    • Entendi que quis dizer que seu filho era um estereótipo típico alvo de bullying (infelizmente): Nerd, acima do peso e não para ajudar, nessa situação, era branco em uma escola de maioria negra. Se o fosse ao contrario – negro em maioria branca – nao muduria a primeira colocação e ele estaria ainda sob o mesmo estereótipo, como disse, infelizmente.
      Já existe muito preconceito para ficarmos procurando mais detalhes desse mal entre linhas….

  7. Gostei porque meu filho de quase cinco anos nunca me contava nada sobre o dia dele na escola, há pouci tempo que começou a falar, uma coisa ou outra e só. De fato tem que ter muita criatividade para fazer a pergunta ou indagar sobre o como foi hoje na escola.

  8. Muito bom Mesmo, adorei obrigada pelas boas dicas eu agora sou avó; lendo os comentários, fiquei pensando, meu Deus! por isso que existe crianças tão chatas e insuportáveis, por que quem faz os filhos são os pais; ou melhor as mães.

  9. Amei!! Vou começar hoje. Tenho dois filhos um terminando o ensino médio esse ano e a outra no 6° ano. E há muitos anos, assim que entram no carro faço essas três perguntas: Como foi a aula hoje? O que vocês fizeram? Quem estava lá? Meus filhos amam!! O mano responde há 12 anos a mesma coisa. Ruim, nada e ninguém, a resposta da mana é Boa, a matéria ou acontecimento que mais marcou e todo mundo ou todo mundo menos o fulano. A partir desse minuto eles começam a contar muitas histórias, mas tenho que confessar nem sempre ouço tudo :)

  10. Querido Wagner, foi um achado do mais alto nível ler sua matéria. Sou pai, e me via em um impasse, pois quando filho, também repudiava essas perguntas. Hoje, com 2 na escola, estava cometendo os mesmos erros. Valeu, vou repassar aos colegas.. que devem estar na mesma situação com os seus.. rsrs.. abraços.

  11. Amei! Que ideia maravilhosa! Parabéns pela criatividade e por aapontar algo que muitas vezes passa despercebido. Precisamos realmente estar mais atentos à automatização de tudo, principalmente nas relações que estabelecemos com o outro. Belo olhar. Obrigada.

  12. Dicas para pré-adolescentes? Meu filho tem 11 e tá cada vez mais dificil tirar alguma coisa dele….rsrsrs Já ouvi coisas como: percebeu que não quero falar hoje?

  13. sempre pergunto p meu filho e ele responde de forma completa.diz exatamente td que aconteceu.acredito que vai de criança p criança e da ligação q tem com seu filho.

  14. Sensacional… fiz uma pergunta diferente hoje e o resultado é muito legalllll , mande mais dicas a como esta… e muito obrigada!!!!

  15. Adorei! Parabéns pela proposta. Sou professora e por vezes incito os pais a conversarem com seus filhos e a resposta era sempre a mesma.” Ele não me fala nada. Só fico sabendo pelos colegas” – vou indicar aos pais. Obrigada pela informação boa dificil de encontrar nas redes sociais.

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