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Ao final de 2016 tive a chance de organizar uma palestra com o Diego Reeberg, sócio-fundador do Catarse.me, em um ciclo de eventos chamado D.A.T.E, que acontece em Belo Horizonte. Durante a discussão, o Diego chamou a atenção para o fato que a diferença entre um projeto de crowdfunding que dá certo e um que dá errado é principalmente o preparo antes de lançamento – apontando inclusive alguns casos dentro do Catarse que tiveram uma planejamento de mais de 12 meses, chegando até a 24. Na época fiquei com aquilo na cabeça, e nas duas últimas semana pude acompanhar o que isso quer dizer.

Há alguns meses sigo a marca Ugmonk nas redes sociais, assinando também sua newsletter. Mais do que seus produtos, sempre me chamou atenção a forma como seu fundador Jeff Sheldon sabe explorar de forma inteligente os canais que tem à mão. Já há algumas semanas – 8 ou 12 para ser mais exato – a Ugmonk começou a disparar esporadicamente informações sobre um novo produto que seria lançado e que iria mudar nossa forma de lidar com a organização no trabalho. Bem naquele estilo apple-dramático de se falar das coisas. Foram fotos, textos, sneak-peaks, desenhos, que iam mostrando pouco a pouco como as nossas mesas de trabalho bagunçadas poderiam ser melhores: uma solução inteligente para um problema que todos nós temos e que nos deixa ligeiramente desesperados no nosso íntimo.

Vídeos, gifs, imagens…cada forma de conteúdo cumpriu uma função muito clara durante esse período e por incrível que pareça, cada vez que uma de suas newsletters chegava em minha caixa de e-mails eu ficava curioso em saber o que ela trazia. Assim como milhares de outras pessoas – o tempo mostrou. Uma estratégia orquestrada em detalhes para lançar um produto de gente grande, com potencial para ser vendido em lojas ao redor do mundo.

  

O produto, chamado Gather, foi lançado há pouco mais de duas semanas no kickstarter, pleiteando arrecadar 18 mil dólares em até 60 dias de campanha, e graças a uma estratégia bem desenhada e executada alcançou mais de U$200.000,00 em apenas dois dias (sim, 48 horas…). 1100% da meta original. E ainda restam 38 dias de campanha.

Veja abaixo o vídeo do projeto para entender melhor essa história toda:

Me peguei pensando então: e nós, publicitários, onde entramos aí? Será que somos capazes de colocar no ar uma estratégia de crowdfunding vencedora como esta? Porque afinal, crowdfunding é também uma ótima ferramenta de marketing. Será que teríamos a habilidade que Jeff Sheldon teve para gerar conteúdo, criar momento, e fazer um produto que nem existe ainda ser desejado por milhares de pessoas? Essa resposta eu não tenho, então fico com a dúvida, que já é um bom começo.