Pela 1ª vez, a maioria das buscas no Google são de “zero-cliques”

Ultrapassamos um marco histórico. Pela primeira vez, mais da metade das buscas no Google não geraram cliques adicionais (ou “zero-clics searches”), ou seja, as indagações dos internautas foram respondidas logo de cara, sem precisar sequer entrar em algum outro site. Hoje no almoço, por exemplo, minha esposa queria saber se o Nubank era uma empresa brasileira e bastou uma googada básica para descobrir de cara que sim, é. O mesmo acontece quando queremos descobrir como é a letra daquela música que a gente só sabe um pedaço, ou quanto está o jogo do Roger Federer no momento, ou significado de alguma palavra, ou cotação do dólar, previsão do tempo, etc. Ou ainda conteúdo do próprio Google como videos no YouTube, mapas, imagens e notícias.

E por que isso tem importância?

Simplesmente porque constitue uma espécie de monopólio de fatos que dá ao Google uma aura de “oráculo”, de senhor das anflições e curiosidades da espécie humana. Daí para começar a aparecer gente perguntando “fulano gosta de mesmo de mim?”, “vou receber o aumento que pedi?” é um pulo.


É justamente esse conceito de “posição dominante” que já levou o Google (e o Facebook e a Microsoft) ser convocado pelo congresso americano e pela União Europeia para prestar esclarecimentos e buscar alternativas para dissolver um pouco desse poder de “domínio mundial”, apesar de ser inegável que isso seja resultado de um trabalho extremamente eficiente e útil para a maioria das pessoas.
Para saber mais sobre o assunto, siga por este link.

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Wagner Brenner
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