globo


I Wayan Sumardana é proprietário de uma oficina de soldagem de Bali e sofreu um derrame em 2016, que paralisou seu braço esquerdo. Usando partes de sua oficina, o mecânico montou um elaborado conjunto de engrenagens e por fim, montou uma braçadeira para auxiliar em suas atividades profissionais.

O indonésio também usa um capacete que mais parece uma bandana eletrônica que acredita permitir que seus pensamentos energizem o movimento de seu braço paralisado. Embora sua invenção não tenha respaldo científico, ela o tornou uma celebridade da mídia local, e ficou conhecido como o “Homem de Ferro de Bali”.

A habilidosa ferramenta parece ter saído de uma ficção pós apocalíptica como o filme Elysium – 2013, e foi construída a partir de conhecimentos básicos e disponíveis ao mecânico, uma façanha e tanto para alguém que se baseou na ficção.

Atualmente o desenvolvimento de próteses biônicas está muito avançado e já consegue diminuir a distância entre o homem e a máquina, ajudando deficientes e amputados, trazendo mais conforto e inclusão para as rotinas diárias.

Melissa Loomis, é uma amputada de Ohio – EUA, que passou por uma cirurgia experimental de reversão do nervo e está indo para o laboratório de física aplicada da Universidade Johns Hopkins para testar seu mais recente Membro Protético Modular, um braço biônico de ponta, financiado em parte pela DARPA. Para quem não conhece, a DARPA desenvolve projetos tecnológico militares muito avançados para o governo Norte Americano e ironicamente é conhecida como a “Skynet” da vida real, aquela empresa fictícia que destrói o mundo no filme Exterminador do Futuro – 1984.

Os cientistas afirmam que a maquinaria de neurointerface ou interface cérebro-computador é uma virada de jogo em termos de reabilitação de pacientes, portanto, Sumardana, o Homem de Ferro de Bali não está completamente errado em acreditar que seus pensamentos energizem o movimento do seu membro paralisado.