A password will be e-mailed to you.

A J. Walter Thompson Intelligence realiza todos os anos um compilado de tendências para ficar de olho no ano que está por vir, o The Future 100. Por meio do site deles, o conteúdo pode ser baixado gratuitamente, em PDF.

As tendências para 2018 são divididas em dez tópicos: Cultura, Tecnologia e Inovação, Viagem e Hospitalidade, Brands e Marketing, Comida e Bebida, Beleza, Varejo, Saúde, Luxo e Lifestyle.

Nas próximas duas semanas, vou destacar aqui no UoD o que achei de mais interessante em cada uma das categorias – tanto para o bem quanto para o mal. Abaixo, seguem as tendências na área de tecnologia e inovação.

Realidade aumentada

Taí uma tendência que está no radar dos “estudos de tendências” tem um tempinho. No Brasil, pelo menos, ela ainda não havia pegado de vez. Mas parece que, em 2017, a tecnologia saiu do nicho e atingiu um mercado mais amplo.

Os gigantes tecnológicos estão lutando para serem os grandes nomes no futuro e na afirmação da realidade aumentada, lançando uma série de ferramentas que visam incorporá-la ao nosso uso cotidiano. Em junho do ano passado, por exemplo, a Apple apresentou o ARKit, um conjunto de ferramentas que permite aos desenvolvedores de software criarem experiências AR para o Iphone. O Google seguiu com o ARCore, sua versão concorrente para o Android.

“Eu não acho que exista hoje qualquer setor ou indústria que não tenha sido tocado pela tecnologia da realidade aumentada”, disse Tim Cook, CEO da Apple, à Vogue, em outubro de 2017.

O que antes era muito voltado aos verdadeiros fãs de tecnologia e gadgets, hoje tem em seu mercado opções para diversos públicos, com lançamentos em games, moda, varejo e marketing. Experiências com realidade aumentada foram vistas na última edição da New York Fashion Week, por exemplo, na qual gráficos e informações adicionais foram exibidas nas passarelas com ajuda de um aplicativo.

“Com o tempo, acho que a tecnologia será tão necessária como ter um site”, completou Cook. Será que agora vai?

Revolução “Femtech”

Esse tópico fala da onda de tecnologia de saúde centrada na moda, onde novos produtos inteligentes estão sendo desenvolvidos com base nas necessidades físicas das mulheres – algo que foi ignorado durante muito tempo pelas marcas gigantes da tecnologia.

É interessante ressaltar que, como mercado, as mulheres representam ma oportunidade maior do que a China e a Índia juntas, controlando 20 trilhões de dólares em gastos de consumo. A nova onda de startups lideradas por mulheres e voltadas à criação de produtos de saúde e tecnologia surge em boa hora, quando esse mercado quer e precisa de produtos específicos e desenvolvidos especialmente para ele.

Dentro das marcas que despontaram como pioneiras estão a Willow, marca que criou um dispositivo portátil para as mulheres em período de amamentação e foi premiada pelo Tech Digital Trends; o Natural Cycles, app sueco que foi oficializado como primeiro aplicativo aprovado para uso como contraceptivo, detectando a ovulação de uma mulher e calculando assim seus dias férteis e a NextGen Jane, marca de cuidados femininos que acompanha as principais métricas de saúde da mulher. É a ascensão do girl power em todas as áreas!

5G

Por fim, as expectativas giram em torno da tecnologia 5G na telefonia móvel, algo que deve acontecer e ser difundido entre 2018 e 2020.

Sucessor do 4G, lançado em 2009, o 5G ainda não teve seus padrões técnicos totalmente estabelecidos, mas espera-se que ele seja 100 vezes mais rápido do que o 4G, transferindo até 10 gigas de dados por segundo – isso significa, na prática, fazer o download de um filme longa-metragem completo em segundos.

Marcas como Apple, Nokia, Samsung, Varizon e Ericsson têm equipes se dedicando a pesquisas elaboradas em torno da tecnologia 5G, enquanto a fabricante de dispositivos chineses Huawei está em negociações com líderes de empresas indianas para promover as inovações 5G em conjunto.

No more articles

Send this to a friend