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SXSW: Brasileiro co-fundador do Instagram compartilha suas experiências

Como fotógrafo, Mike Krieger é um ótimo engenheiro de software. Co-fundador do Instagram, o paulistano prestes a completar 35 anos é um dos principais palestrantes do SXSW 2019 e, ainda bem, sua fala no evento não tem nada a ver com questões estéticas ou dicas para cliques certeiros – em Austin, ele vai compartilhar suas experiências e aprendizagens a frente de uma das plataformas sociais mais populares da história.

De antemão, Krieger já deixou claro que uma de suas principais crenças que se mantém intacta até hoje é de que grupos poucos numerosos são capazes de criar ou ter um impacto global, a exemplo do que ele próprio vivenciou. “Nós éramos apenas dois quando criamos o Instagram. O Facebook também era bem pequeno no começo. Você precisa de pessoas para conseguir a escala do negócio, mas o que eu lembro sempre é que: mais pessoas não significa ir mais rápido. Na verdade, isso até desacelera o processo. Fico imaginando como seria um time de basquete com 20 atletas, por exemplo, acho que provavelmente seria um desastre”, divagou ao Players Tribune.

Esse jeitão informal e quase descolado de se comunicar é, claro, espelhado em seu feed do Instagram. Nos primeiros passos da mídia social, Krieger postava diversas fotos de pratos de comida e sobremesas, mas com o passar do tempo trocou de clichê, deixando de focar na gastronomia para capturar e compartilhar toda a fofurice de Juno, seu cachorro da raça Bernese.

Depois de um puxão de orelha – sua sogra o telefonou certo dia para lhe dar uma bronca: “você precisa tirar mais fotos da sua esposa!” –, o desenvolvedor parece que tem “aprendido”, de forma que seus últimos posts contemplam experiências, amigos, encontros e, claro, sua mulher também.

Habilidades sociais à parte, Krieger tem muito a falar sobre navegabilidade e comportamento a partir da perspectiva de usuários e marcas, deixando claro que a publicidade é o que sustenta o Instagram – e ele mesmo confessa que é “vítima” dos ótimos ads que pipocam na rede; comprando até um cobertor pesado que, supostamente, ajuda a ter um sono melhor”.  

Quanto ao futuro, o brasileiro acredita que ele deve ser “quadrimensional”, uma vez que o avanço da realidade virtual pode levar as redes sociais a novos patamares, que é difícil de tentar prever agora, mas que pode ter alguns spoilers no palco do Texas, durante o SXSW.

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Escrito por Eloa Orazem

Sobreviveu ao retorno de Saturno, mas não o fez intacta: se (des)fez em pedaços ao longo do caminho, e agora tenta montar um quebra-cabeça pessoal que faça algum sentido. As dúvidas e as mudanças perdoam a carreira -- Eloá é jornalista há dez anos, e tem passagens por revistas, sites, televisão e rádio.

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