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episódio do Deuce and Diesel Show, sobre a revista

Não, não… não tem nehuma foto em alto-relevo. :)

O que acontece é que a Playboy sempre foi sinônimo de um excelente jornalismo, com entrevistas famosas, ótimas reportagens e textos de autores consagrados. Ou seja, o conteúdo não-erótico justifica.

A partir de 1970, o Serviço Nacional de Biblioteca para Cegos e Deficientes Físicos dos EUA (que pertencia à Biblioteca do Congresso) decidiu que os cegos não podiam ficar de fora dessa. E mandaram rodar edições da Playboy em braille, para que todo mundo pudesse ter acesso a publicação. Não foi a primeira: a National Geographic já tinha uma edição no formato.

edição de novembro de 1984

Nos 1980, época em que uma onda neoconservadora tomou conta do mundo, um grupo de políticos decidiu brecar a produção. Em 1981, o senador republicano Mack Mattingly, da Geórgia, queria que a Biblioteca do Congresso ao menos acabasse com as poucas sessões mais sexualizadas que haviam sobrado na revista – a de piadas e a de cartas mais calientes, de leitores, por exemplo.

Outro deputado votou pela redução do orçamento da Biblioteca – alegando que, com o déficit, imprimir uma revista daquelas seria mal uso do dinheiro público. Seja como for, a Playboy alegou censura, o caso ficou alguns anos em discussão e a proibição foi finalmente revogada em 1986, o que permitiu que os cegos conseguissem ler sua Playboy em paz a partir daí.

A Playboy do Ray Charles, que está em um Hard Rock Cafe em NY

Mais detalhes sobre isso, você encontra numa excelente reportagem da Timeline, que traz até uma foto de uma Playboy em braille autografada por ninguém menos que Ray Charles. Atualmente, a Playboy ainda pode ser encontrada em braille e não há muito problema para quem quiser adquirir um exemplar. A única dificuldade é que as tiragens estão ficando menores, já que com os novos aplicativos que vêm surgindo, nem todo cego lê usando o sistema.

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