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Os 10 guitarristas mais subestimados da história do Rock

Certamente você já escutou Hendrix, Page, Clapton e Slash. E não só isso, como os idolatra. Não tem nada de errado, pois, de fato, são grandes mestres em seus respectivos instrumentos. O problema é que, consequentemente, outros vários músicos acabam sendo ofuscados por esse “endeusamento” excessivo referente a determinados guitarristas. O rock gerou inúmeros talentos da guitarra, muitos até mesmo inovadores, mas que infelizmente não recebem o devido reconhecimento que merecem da mídia e do público. Confira aqui alguns dos guitarristas mais subestimados da história do Rock:

1. Martin Barre (Jethro Tull)

Mesmo tendo influenciado grandes nomes da guitarra como Steve Vai, Joe Bonamassa, Eric Johnson e Joe Satriani, o guitarrista do Jethro Tull raramente está presente em listas dos melhores de sua época. Dono de riffs e solos memoráveis como os de Aqualung, Thick as a Brick, Baker St. Muse e Budapest, Barre é, sem dúvidas, um dos grandes guitarristas de todos os tempos.

2. Alex Lifeson (Rush)

Quando se fala em Rush, logo vem a mente a incrível “cozinha” da banda, formada por Geddy Lee no baixo e Neil Peart na bateria. Ambos estão sempre figurando entre os melhores músicos em seus respectivos instrumentos, ofuscando o terceiro membro e guitarrista da banda, Alex Lifeson. Fã de Led Zeppelin e bandas como Yes e Genesis, Alex conseguiu mesclar a agressividade do hard setentista com a criatividade e notas quebradas do rock progressivo, resultando numa sonoridade única que encaixou perfeitamente com a virtuosidade dos outros membros. Entre alguns dos riffs e solos marcantes do guitarrista, estão Working Man, By-Tor and the Snowdog, 2112, Xanadu, La Villa Strangiato, The Spirit of Radio, Tom Sawyer, Limelight.

3. Brad Whitford (Aerosmith)

O Aerosmith é uma daquelas bandas famosas pelo foco na dupla vocalista e guitarrista. Assim como nos Stones temos Mick Jagger/Keith Richards, ou no Zeppelin com Robert Plant e Jimmy Page, o mesmo acontece na parceria Steven Tyler/Joe Perry. No caso do Aerosmith, quem não é fã nem percebe que ali no canto do palco tem um segundo guitarrista que, apesar de discreto, é um dos responsáveis por grandes solos e composições da banda: Brad Whitford. Entre suas principais criações estão The Hand That Feeds, Kings and Queens, Round and Round, Last Child e Nobody’s Fault, uma das melhores e mais injustiçadas músicas do Aerosmith.

4. Robert Fripp (King Crimson)

Líder do King Crimson, uma das bandas mais influentes do rock progressivo e uma das pioneiras do Heavy Metal, Fripp é tido para seus fãs como um verdadeiro gênio da música. O guitarrista é famoso pela inovação e execução de técnicas experimentais em seu instrumento. Um exemplo disso é o Frippertronics, aparelho que dá a guitarra a capacidade de gerar sons de sintetizadores e tocar notas em sequências invertidas. Faixas como 21st Century Schizoid Man, In the Court of the Crimson King, Larks’ Tongues in Aspic, Red, Starless e Level Five estão entre as criações icônicas do músico inglês.

5. Andrew Latimer (Camel)

Na sua primeira audição, talvez você possa achar que está ouvindo David Gilmour, até se dar conta que está um pouco mais veloz que o normal… é porque se trata de Andrew Latimer, provavelmente o guitarrista mais subestimado dessa lista. Líder do Camel, ícone do rock progressivo dos anos 70, Latimer apresenta um estilo único de tocar, mesclando técnicas, tremenda criatividade e um feeling absurdo. Músicas como Lady Fantasy, Song Within a Song, Ice, Never Let Go, For Today, além das íncriveis sessões instrumentais no álbum The Snow Goose fazem de Andrew Latimer uma pedra preciosa na história do rock.

6. Mick Box (Uriah Heep)

Ele ficou conhecido como o Rei do Wah Wah e é o guitarrista de uma das bandas precursoras do Heavy Metal, mas mesmo com esse currículo, é um dos músicos mais injustiçados do rock. Único membro original restante do Uriah Heep, banda formada no final dos anos 60, Mick Box trouxe um estilo ácido e agressivo, com solos e riffs dignos de uma banda de Metal. Bird of Prey, Salisbury, Easy Livin’, The Magician’s Birthday e Stealin mostram bem a personalidade do guitarrista.

7. Alvin Lee (Ten Years After)

A década de 60 foi responsável por revelar grandes “guitar heroes”, como por exemplo Clapton, Page, Beck, Santana e, claro, Hendrix. Alguns deles tocaram no consagrado Woodstock, festival de música realizado em 1969, e ali se apresentou um artista que não é devidamente lembrado junto aos demais: Alvin Lee. Líder do Ten Years After, banda de blues-rock formada em 1967, Lee ficou conhecido por longas jams com explosivos solos de guitarra.

8. Tommy Bolin (Deep Purple)

Conhecido por ter substituído ninguém menos que Ritchie Blackmore no Deep Purple, Tommy Bolin teve uma carreira curta, porém de muito valor para o rock. Em 1975, gravou um dos álbuns mais injustiçados da banda inglesa: Come Taste the Band. Nesse trabalho, ficou nítida a diferença no som do Deep Purple devido a forte influência do soul e do funk, aliado a um som mais hard e direto vindo do novo guitarrista. Infelizmente, em 1976, Bolin faleceu devido a uma overdose, o que levou o Deep Purple a encerrar suas atividades, retornando apenas em 1984 com o famigerado Perfect Strangers.

9. Dave Navarro (Jane’s Addiction/Red Hot Chili Peppers)

Influenciado por nomes como Hendrix, Page e Gilmour, Dave Navarro inovou o cenário musical ao fazer uma fusão entre heavy metal, psicodelia e rock alternativo, se tornando rapidamente um guitar hero da nova geração. No fim da década de 80, Navarro começou sua carreira profissional como guitarrista do Jane’s Addiction, banda da cena alternativa com influências de hardcore, metal, funk e jazz. Além disso, ganhou destaque por ter substituído John Frusciante no Red Hot Chili Peppers, gravando o incrível e subestimado One Hot Minute, em 1995.

10. Jan Akkerman (Focus)

O virtuoso músico do Focus, banda de rock progressivo formada em Amsterdam, é um dos guitarristas mais inovadores de sua época, tendo criado ondas de volume que produzem notas sustentadas, lisas e aflautadas, além de tocar em alta velocidade alternando a palheta. Vale lembrar que Akkerman é o responsável pelo famoso riff na frenética faixa instrumental Hocus Pocus, conhecida por muitos apreciadores do rock.

Menções honrosas: Gary Green (Gentle Giant), Steve Hillage, Adrian Belew (King Crimson), Steve Howe (Yes), Steve Hackett (Genesis), Jerry Cantrell (Alice in Chains), Adrian Smith (Iron Maiden), Dave Murray (Iron Maiden), Andre Olbrich (Blind Guardian), Nuno Bettencourt (Extreme), George Harrison (The Beatles), Jonny Greenwood (Radiohead), hide (X Japan), Hizaki (Versailles).

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Written by Raphael Saraiva

Jornalista, músico, aficionado por games, séries e cinema. raphaelsaraiva@outlook.com

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  1. Akkerman não é somente um guitarrista genial. É um excelente compositor. Um melodista como poucos. A meu ver, um músico completo.

  2. Excelente análise. faltou um nome na menção honrosa… John Densmore do Doors… com um jeito único de tocar, por causa da especialidade dele em violão espanhol e flamingo. Abraço e Vida longa ao Rock n Roll!!!!

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