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A superficialidade do “like” põe em xeque a saúde das redes sociais

Para muita gente, “curtir” um post no Facebook ou Instagram é um espasmo; um movimento automático involuntário, repetido sem grandes reflexões. Por essas e outras, a jornalista especializada em tecnologia Karissa Bell defende o fim do recurso.

Segundo a americana, o “like” sintetiza tudo o que está errado com as mídias sociais. Em um post publicado há poucos dias no site Mashable, ela afirma que o botão do polegar para cima se tornou “a moeda do descuido — um jeito de mostrarmos que aprovamos algo ou alguém sem que nos dediquemos a investigar a fundo isso”.

THE LIKE BUTTON MUST DIE

Ainda de acordo com a jornalista, o recurso tem outros efeitos colaterais preocupantes, como propagar fake news, desencorajar conversas significativas, proporcionar um ambiente superficial e acentuar os perigos psicológicos (já comprovados, diga-se de passagem) das redes sociais.

“Se o vício em mídias sociais é a doença da nossa geração, é difícil pensar em um recurso mais arriscado que o botão ‘like’. Apertá-lo repetidas vezes, como um rato num laboratório, alimenta nossa necessidade sermos notados”, pontua.

A quantidade de curtidas que recebemos em um post ou uma foto se tornou uma forma de mensurar nossa popularidade; de qualificar nossas relações. Isso, segundo Bell, nos transformou em amigos preguiçosos e passivos, que trocam conversas reais por “likes”. Você concorda?

O respaldo científico aos perigos do “joinha” acendeu o sinal de alerta dentro do próprio Facebook, que mudou seu algoritmo este ano para tirar a ênfase de posts que recebiam mais likes para promover os que incentivam comentários e conversas.

De acordo com a repórter, a mudança na grande rede social é um começo, mas está longe de ser suficiente, até porque as curtidas são a espinha dorsal do Facebook, que consegue mensurar e mapear os interesses de seus usuários usando este recurso aparentemente inofensivo.

Dito isso, Bell sabe que há interesses financeiros por trás do botão do joinha, mas acredita que, de uma vez por todas, o Facebook devia priorizar seus usuários e não o modelo de negócio e acabar com a “curtida”. “Talvez um mundo onde possamos apenas comentar, em vez de abusar sem nenhum raciocínio o botão de like ou um emoji bobo, seria melhor para todos nós”, defende.

Vale a leitura e a conversa… e o like (ops).


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Escrito por Gustavo Giglio

Updater, sócio do UoD, diretor de marketing/novos negócios.

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